Colunistas
Posse e um Novo Tempo no Villa Nova
Por Jairo Gomes - Nova Lima
Em 08 de janeiro de 1968, Wilson Leite Faria tomou posse como Presidente do Villa Nova, bem como os Vice-Presidentes mencionados na edição anterior, para o mandato de 1968/1969. O Presidente do Conselho Deliberativo, Januário Carneiro, fez saudação aos empossados, afirmando: “O nosso imenso Villa Nova, a imensidão viva da história e do nosso afeto, começa hoje dias novos quando nós, todos villanovenses, lhe entregamos, Wilson Leite Faria e componentes da diretoria, a nossa velha bandeira de tantas guerras e glórias. E o fazemos confiantes em suas mãos experimentadas, certos de que será um Comandante que nos levará rumo ao grande futuro que nos espera.”
Investimentos e reforços
A primeira providência de Wilson Leite Faria foi a aquisição do lote anexo ao Parque Aquático junto à família de José Roussin Guedes, de 240m². Adquiriu os passes de Osmar, junto ao Nacional de Muriaé por R$ 55 mil cruzeiros, e do Batista, junto ao Cruzeiro. Credenciou ainda o renomado cronista esportivo Mário Montalvão como representante do Villa no então Estado da Guanabara (hoje Rio de Janeiro), perante os órgãos desportivos do país.
Prestígio e primeiro título nacional
Habituado a ouvir sua cristalina voz nas transmissões televisivas brasileiras, o Villa Nova passou a receber lisonjeiros elogios de Mário Montalvão, que sempre demonstrou sua afeição pelo clube mineiro. Em 1968, o Leão do Bonfim conquistou seu primeiro título de âmbito nacional: Campeão Nacional da Zona Centro.
A suspensão de Leó Coutinho
Léo Coutinho foi suspenso por seis meses. Provisoriamente, o time passou a ser dirigido por Nelsinho e pelo Prof. Benecy Queiroz. Depois, foi contratado o treinador uruguaio Félix Magno, que permaneceu até 01/11/1969, quando foi substituído pelo ex-atleta Lito.
Heróis da conquista
Time Campeão: Eduardo, Dodó, Willian (Hélio Alves), Cicinão e João Francisco; Daniel e Piorra; Dias, Paulinho Cai-Cai, Osmar e Jesuíno.
continua depois da publicidade
A polêmica final da Copa Centro-Sul
Em seguida, o Villa Nova foi disputar a Copa Centro-Sul contra o Grêmio Maringá, campeão da Zona Sul. No primeiro jogo, no Paraná, o Villa perdeu por 2 a 0. Na partida de volta, em Nova Lima, no dia 08 de fevereiro de 1969, o primeiro tempo terminou com vitória do Grêmio Maringá por 2 a 1. No intervalo, o árbitro foi agredido pelo técnico do Villa Nova, Léo Coutinho, com um chute na perna. Alegando falta de segurança, o juiz não retornou para o segundo tempo e deu a partida por encerrada. No SJD, o Villa Nova foi punido com a perda de pontos e o Grêmio Maringá foi proclamado Campeão Nacional da Zona Centro-Sul.
A manobra jurídica que salvou o Villa
Em final do ano de 1969, a FMF convocou o Conselho Arbitral dos clubes para decidir sobre a aprovação do Regulamento do Campeonato de 1970. O Januário Carneiro, como Presidente do Conselho Deliberativo da FMF, foi credenciado para representar o clube nessa reunião, porque a FMF estava propondo que fosse realizado o Campeonato em duas fases: a 1ª Fase classificatória, com a participação somente dos clubes do interior, divididos em 3 chaves de 8, totalizando 24 participantes. O Villa Nova protestou porque estava se sentindo rebaixado, visto que Atlético, Cruzeiro e América já ficavam classificados para a segunda fase que era, realmente, o Campeonato Mineiro.
